O Festival de Cultura Popular de Imperatriz é um projeto voltado para a valorização dos conhecimentos tradicionais de grupos de cultura popular que trabalham com as danças do Cacuriá, do Lili, Bumba meu boi, Tambor de crioula, Lindô, Mangaba, Coco, Lundu, de Repentistas, Cordelistas, Teatro de bonecos, Movimento Hip Hop, Poesia Popular e outros grupos que nasceram a partir do contato com Mestres ou com referências e vivências com a cultura popular brasileira, urbana ou rural.

O festival contempla ciclos de formações por meio de Aulas Espetáculos, Oficinas de Iniciação às Linguagens Artísticas, Circulação e Fruição com as apresentações artísticas; trabalha ainda para o fortalecimento da comercialização de artesanato e comidas típicas da região; articula ações de Políticas Públicas para a cultura do município, a exemplo do Projeto de Lei “Tesouros Humanos Vivos” em tramitação na Câmara de Vereadores de Imperatriz, e do pedido de reconhecimento da “Panelada” e “Cuscuz de Arroz” como Patrimônio Cultural Imaterial entregue, em mãos, ao governador Flavio Dino em 2018.

 

O Festival é uma referência na Região Tocantina, não somente pela diversidade de linguagens ou amplitude do alcance de suas ações,  mas  também pelo reconhecimento consecutivo que recebeu do Ministério da Cultura, em 2012 e 2017, por meio do Prêmio de Culturas Populares, pela realização de suas duas edições anteriores (2008 e 2016). Com a Pandemia ocasionada pelo Coronavírus, tornou-se necessário adaptar o fazer cultural e as formas de divulgação e circulação. Por isso, em 2020 nossas ações ocorreram de modo virtual garantindo a circulação dos saberes, dos fazeres e o compartilhamento da produção de grupos, mestres e fazedores que atuam no campo da cultura popular.

Nas edições anteriores (2008, 2016, 2018 e 2020) o Festival fez homenagem aos mestres FRANCISCA DO LINDÔ, MARIA DO AMPARO, OSÓRIO NETO e MESTRA PAIZINHA consecutivamente, entregando o estandarte do festival e premiando com o valor em dinheiro, como forma de reconhecimento ao trabalho que ambos desenvolvem em benefício da cultura de Imperatriz.

Este ano, A 5ª edição presta homenagem a dois grandes nomes da nossa história: Mestre Genú, ícone do forró em Imperatriz, e Mestre João da Cruz (in memoriam), que marcou presença desde a primeira edição com sua arte de palavra e improviso.

 

Sobre os homenageados

Nesta edição, o Festival presta homenagem a Mestre Genú, figura emblemática do forró em Imperatriz. Com uma trajetória dedicada à música e à valorização da cultura popular nordestina, Genú é referência no território tocantino como artista, educador e animador cultural. Ao longo dos anos, sua presença nos palcos, escolas e comunidades tem sido fundamental para manter viva a tradição do forró pé de serra, reunindo gerações em torno da dança, do ritmo e da memória coletiva que o forró carrega. Sua contribuição não é apenas musical — é também pedagógica e afetiva, fortalecendo laços entre o povo e suas raízes.

Também reverenciamos Mestre João da Cruz (in memoriam), poeta improvisador e repentista de excelência, que participou da primeira edição do festival em 2008 e deixou um legado inesquecível na cultura oral da região. Com sua inteligência afiada e sensibilidade para rimar o cotidiano, João da Cruz encantou plateias e formou novos talentos com sua generosidade e paixão pela arte do repente. Sua presença foi semente para o que o festival se tornou: um espaço de escuta, palavra e respeito aos mestres da cultura popular. Ao homenageá-lo, celebramos não apenas sua memória, mas também a continuidade do seu legado.

Sobre o forró e o repente

 

Forró e repente são dois jeitos de o Nordeste contar sua história, um pelo corpo que dança, outro pela palavra que voa. Nesta edição do 5º Festival de Cultura Popular de Imperatriz: De Repente, um Forrozinho!, celebramos essas expressões como patrimônios vivos, que atravessam gerações e mantêm acesa a memória do nosso povo.

O forró é encontro, festa e resistência, sanfona, zabumba e triangulo chamando o xote, o baião e o arrasta‑pé que unem a comunidade. O repente é poesia na hora, guiada pela viola e pela inteligência do improviso, cantando o cotidiano, a crítica, o riso e o afeto. Juntos, forró e repente fazem deste festival um território de celebração, aprendizado e homenagem aos nossos mestres.